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quarta-feira, julho 19, 2006

Recordo ainda

Recordo ainda...
e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...
Estrada afora após segui...

Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

Mário Quintana



Não deixemos q a criança q existe em nós entristeça e adoeça... cultivemos a alegria e a esperança...

Não sejamos apenas mais um... sejamos únicos, inigualáveis, inconfundíveis...

Um comentário:

jorginho da hora disse...

Na verdade, eu já conhecia este poema do mario quintana,mas fiquei feliz de ver que vc gosta dele também. Muito bom gosto.